Contrafação – Epílogo

A luz descia do topo, dourada, iluminando as incontáveis prateleiras de madeira, carregadas com infinitos livros, crescendo em círculos concêntricos até muito além de onde os olhos podiam ver. Sentada numa cadeira no centro de tudo, estava uma garota. Ela não era especial e nem muito significante. Era só uma garota que gostava de ler vivendo num mundo de livros.

Ela se virou para mim e falou.

 

Abri os olhos.

Estava deitada numa cama de um quarto pequeno. Pela janela, dava para ver, lá longe, a cidade. Meu corpo doía um pouco ainda, minha cabeça não estava exatamente no lugar. Na minha mão direita havia agora um desenho avermelhado, como uma tatuagem. Deixei minha mão despencar e fiquei olhando para o teto.

“Ainda tem muitos livros para ler. Vou deixar isso por sua conta”.

Suspirei.

— Então até uma cópia pode sonhar…

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